segunda-feira, 1 de março de 2010

ALCOUTIM


Castelo de Alcoutim, também conhecido como Castelo Novo, no Algarve, localiza-se na vila, Freguesia e Concelho de Alcoutim, no Distrito de Faro, em Portugal.
Vigiando este ponto de travessia da linha de fronteira, o monumento ergue-se em posição dominante sobre uma colina, ao sul da povoação, na margem direita da ribeira de São Marcos, na sua confluência com o rio Guadiana. Na margem oposta deste, pode ser observado o Castelo de Sanlúcar de Guadiana, em território da Espanha.












À época da Reconquista cristã, a região foi conquistado pelas forças de D. Sancho II (1223-1248) em 1240. Visando incrementar o povoamento e defesa desses domínios, o soberano privilegiou o sítio da atual vila, para cuja defesa se erigiu um novo castelo, de raiz, tendo esses trabalhos se prolongado pela segunda metade do século XIII.
Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), a povoação recebeu a sua Carta de Foral (1304). Data deste período a ampla cintura de muralhas, na qual se rasgam três portas: a do Guadiana, a de Tavira e a de Mértola, dispostas segundo a orientação geográfica correspondente.
Nas dependências deste castelo foi assinado o Tratado de Alcoutim (31 de Março de 1371), entre os reis D. Fernando (1367-1383) e D. Henrique II de Castela, encerrando a chamada primeira guerra Fernandina.
Sob o reinado de D. Manuel (1495-1521), o castelo foi reconstruído e as suas prováveis características góticas foram modernizadas. Foi retratado por Duarte de Armas em seu Livro das Fortalezas (c.1509) com planta quadrangular, sem torres dominantes nem adossadas aos vértices dos muros, nem no interior do recinto, com uma única porta, aberta ao centro de um dos alçados. As suas muralhas são uniformemente ameadas e, no interior, existiam alguns edifícios de apoio, as fundações de alguns dos quais reveladas pelas pesquisas arqueológicas. Era seu alcaide, à época (1496-1512), o marquês de Vila Real.














O castelo apresenta planta com formato retangular, com as dimensões aproximadas de 50 metros de comprimento por 40 de largura, em aparelho de pedra irregular. As pesquisas realizadas até ao momento não foram capazes de determinar a evolução histórica de seu traçado arquitetônico. Em nossos dias, apenas duas portas em arco ogival, uma das quais desentaipada recentemente, evocam a fase gótica do monumento.
De acordo com a planta oitocentista do general José Sande de Vasconcelos, o castelo apresentava dupla cintura de muralhas: a interior, de planta poligonal, reforçada por uma torre de planta circular em um dos ângulos, e a exterior, defendendo o castelo das águas do rio Guadiana, a Leste.